segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EAD - EDUCAÇÃO E DINAMISMO

           
         A educação a distância destaca-se como uma modalidade com potencial no atendimento às crescentes necessidades de formação inicial e ao longo de toda a vida, impostas pelas permanentes mudanças sociais e tecnológicas. Além disto, ela possibilita atender a públicos alvos que pelas suas especificidades dificilmente teriam possibilidade de ser atendidos pela educação presencial. A educação a distância foi encarada inicialmente como forma de superação de lacunas educacionais na qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, porém, ela está sendo utilizada como complemento da educação presencial e é vista por muitos, como uma modalidade de ensino alternativo que pode substituir parte do sistema do ensino presencial, possibilitando que independentemente da presença física dos participantes no mesmo espaço geográfico, qualquer pessoa adquira o conhecimento sobre o assunto de seu interesse. A educação a distância apesar das forças que possui, apresenta também vulnerabilidades, muitas vezes resultado de experiências de qualidade duvidosa e outras, fruto da nossa tendência natural em resistir a quebrar o paradigma da presencialidade de professores e alunos. Ela necessita de um trabalho continuado de sensibilização, de divulgação e de credibilidade. Por outro lado, a aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação levanta a questão do acesso à tecnologia e de sua utilização enquanto facilitadora do conhecimento. Ligada a este aspecto encontra-se a necessidade de um elevado investimento prévio ao lançamento de um curso a distância, ampliado quando se utilizam instrumentos tecnológicos de ponta, em constante evolução. Se não existir o cuidado de promoção de cursos com material didático cuidado e instrumentos de mediação promotores do diálogo e da interação, a educação a distância corre o risco de reforçar a exclusão linguística, social, cultural  e tecnológica de uma parte da população já tradicionalmente afastada da educação de qualidade.
          A sociedade em que vivemos designada como sendo do conhecimento, caracteriza-se pelo dinamismo da informação, que transita a velocidades e quantidades crescentes em redes de comunicação globais. O avanço das tecnologias da informação e da comunicação vem modificando profundamente o nosso modo de vida, alterando as nossas formas de conviver e trabalhar, além de introduzir novos valores, hábitos e tipos de interação social, incluindo o aparecimento de novas formas de ensinar e aprender. A percepção e a confirmação do dinamismo da educação horizontal residem na filosofia do sistema, na capacitação do educador e na responsabilidade consciente do educando pela própria decisão. Como acenamos, em tópicos anteriores, os paradigmas internos são a viabilidade e a vitalidade do sistema. Funcionam como requisitos básicos e fundamentais do dinamismo da educação horizontal.
             O educando assume suas decisões liberto da imposição e do medo fantasioso e para concretizar seus sonhos, pode concentrar e dinamizar 100% de suas potencialidades em prol do projeto que lhe pertence por decisão pessoal. Nesse sentido, o educador assume a autoridade educacional e participa, direta e efetivamente, da caminhada do educando. Seu dinamismo educacional sustenta-se na capacidade de facilitar escolhas conscientes do educando. Sua função relevante é impregnar o ambiente de energia, é ser presença confiável e transmissora de confiança e empatia. O educador deve ser forte para vivenciar uma filosofia de vida transcendente, e propagar referenciais positivos e multiplicadores de agentes determinados a promover avanços na conquista de maturidade emocional e intelectual.                                                                   O dinamismo do clima promove queda de pedestal fantasioso do poder de incrédulos e ferrenhos conservadores, que defendem paradigmas externos da educação vertical. A comunicação do educador impregnada de respeito e amor muda pedras em pães no campo educacional, e transforma rebeldes e violentos em promotores da participação ativa dos empreendimentos educacionais.


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